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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Jesus Correia: O dois amores!


António de Jesus Correia, também conhecido pelo “dois amores” ou ainda pelo “Necas”, nasceu há 89 anos, a 3 de Abril de 1924, em Paço de Arcos. 

A primeira alcunha nasceu pelo facto de Jesus Correia ter praticado, em simultâneo, futebol e hóquei em patins, tendo até jogado pela Seleção Nacional de ambas as modalidades. 

Relativamente ao hóquei, o “Necas” jogou pelo Paço de Arcos, clube onde se sagrou por várias vezes campeão nacional. Conquistou ainda os títulos de Campeão Europeu e Mundial e somou diversas internacionalizações. 

Quanto ao futebol, e como era simpatizante do Belenenses, tentou a sua sorte no clube do Restelo, mas Augusto Amaro (que curiosamente era o “ídolo” de Jesus Correia) reprovou-o. 

Joseph Szabo descobriu-o nos treinos de hóquei e apontou-o como o “atleta ideal”, pelo que em 1943, o extremo-direito dos famosos “Cinco Violinos” chegou ao Sporting, tendo envergado a camisola dos leões até ao dia 5 de Outubro de 1952, numa partida vencida pelo clube de Alvalade, por 3-2, com um golo de Jesus Correia. 

créditos: Wiki Sporting
Era caracterizado pela sua capacidade técnica, aliada à sua enorme capacidade de finalização, velocidade e entrega ao jogo, que fizeram dele um dos mais completos jogadores. 

Pelo Sporting, realizou mais de 300 jogos, 208 dos quais oficiais, onde faturou por 160 vezes. Relativamente à Seleção Nacional, Jesus Correia somou 13 internacionalizações e três tentos. 

A sua primeira tarde de glória foi vivida no ano de 1945, quando, na Final da Taça de Portugal, marcou o golo da vitória, frente ao Olhanense, a poucos minutos do fim. Jesus Correia participou nesta partida com algum sofrimento e limitações, devido aos intensos tratamentos a que se tinha submetido para recuperar de uma lesão. 

Outra das suas maiores glórias passou-se em Espanha, quando marcou seis golos ao Atlético de Madrid. O Sporting venceu esse encontro por 6-3 (e esteve inclusivamente a vencer por 6-0). 

No dia da sua despedida
créditos: Wiki Sporting


Em 1952, pressionado pelo Sporting a optar entre o futebol e o hóquei em patins, Jesus Correia abandonou o futebol, quando tinha apenas 28 anos. 




Tal decisão deixou a família Sportinguista bastante surpreendida, porém Jesus Correia justificou-se, alegando que as exigências do hóquei eram menos e seria mais fácil para ele manter um rendimento elevado nessa modalidade, visto que tinha praticamente 30 anos. 

No entanto, a sua ligação afetiva ao clube de Alvalade manteve-se ao longo dos anos. Foi já distinguido com o Prémio Stromp de Saudade, em 1993, e com a Medalha de Ouro do Sporting. 

Jesus Correia participou também regularmente nas festividades dos diversos núcleos, espalhados pelo país, onde sempre foi bem recebido e acarinhado por todos, devido à sua simpatia e entrega ao clube. 

Jesus Correia viria a falecer no dia 30 de Novembro de 2003, quando era já o último dos “Cinco Violinos” ainda vivo. Pouco antes disso, pelas 20h45 do dia 6 de Agosto do mesmo ano, foi ele quem deu o pontapé de saída do jogo de inauguração do novo Estádio José Alvalade. 

Neste mesmo dia, no jogo frente aos ingleses do Manchester United, nasceu uma estrela: Cristiano Ronaldo, que dizem ter algumas parecenças com Jesus Correia. De relembrar que o Sporting venceu esta partida por 3-1, com golos de Luís Figo e João Pinto, que bisou no encontro. 

O dia de hoje fica ainda marcado, não só pelo nascimento de Jesus Correia (em 1924), mas também pela goleada histórica ao Boavista (12-1), em encontro referente à primeira mão da Taça Visconde de Alvalade, realizado no Estádio do Lumiar, em 1914.
Sporting Clube De Portugal - Adeptos disse...

Segundo me falaram, era um grande jogador e uma verdadeira glória!
Relembro-o com curiosidade, visto que nunca o vi jogar!

Armando Almeida disse...

Vi este grande Senhor jogar algumas vezes, pois ainda faz parte do meu imaginário futebolistico no tempo do primeiro estádio do nosso Clube, anterior ao que agora foi demolido! Vi os 5 violinos jogar algumas vezes... foram tardes de grande glória que vivi, pois todos eles suavam e sentiam muito orgulho em vestir a camisola do Sporting! Ai que saudades...