Não sou, nem nunca fui pessoa de fazer distinções, muito menos de atribuir classificações ou qualificações. Nós, Sportinguistas, somos simplesmente diferentes, mas todos nós temos algo em comum, que faz de nós uma das maiores famílias do mundo: o amor ao Sporting.
Sim, ninguém pode negar isso, o amor que sentimos pelo Sporting é, muitas vezes, mais forte ainda do que outros amores, nutridos por amigos ou até mesmo família. O amor pelo Sporting ultrapassa muitos obstáculos. O amor pelo Sporting passa de geração em geração. Sentimo-lo desde o primeiro batimento cardíaco até ao último suspiro.
Como disse, todos nós somos Sportinguistas. Sócios ou adeptos. Quer morem perto ou longe do Estádio. Quer usem cachecóis, camisolas e tarjas, quer expressem o seu amor ao Sporting com um simples sorriso de orgulho no rosto. Quer expulsem os nervos cantando e aplaudindo, quer sofram calados. Quer vejam os jogos em Alvalade, quer vejam em casa. Quer se sentem na central, quer estejam em pé, durante os noventa minutos. Quer sejam novos ou velhos. Quer sejam homens ou mulheres. Que tenham opções ou estilos de vida diferentes do considerado “normal”, em diversos aspetos.
Tudo isto é ser Sporting! Só existe algo que, no meio de tanta gente, me faz diferenciar os Sportinguistas. Os “fortes” amam o Sporting incondicionalmente; os “fracos” gostam do Sporting nos momentos de glória. Os “fortes” lutam lado a lado com a equipa e merecem cada título; os “fracos” nunca acreditam na vitória e no fim pensam sempre “afinal (…)”. Os “fortes” estão sempre lá; os “fracos” só se lembram que são leões frente a Benfica e FC Porto. Os “fortes” acreditam até ao último segundo; os “fracos” desistem e dão-se por vencidos à primeira adversidade. Os “fortes” mantêm-se com a equipa; os “fracos” aparecem só nos bons momentos. Os “fortes” tentam servir os interesses do seu clube durante uma vida inteira; os “fracos” tentam servir-se a eles próprios. Os “fortes” apoiam a equipa na situação mais complicada, após cada derrota, de lágrimas nos olhos e um desgosto enorme no coração, mas com vontade de voltar a tentar; os “fracos” simplesmente ignoram os maus momentos do clube.
E hoje, como estamos? Vamos continuar a ser uma família dividida, onde apenas metade diz “presente” independentemente do dia, hora, local e momento do clube e a outra metade só se lembra que o Sporting (ainda) existe quando lhes convém? Está na altura de acordarmos e começarmos a remar todos para o mesmo lado.
Afinal, quem somos nós? Perdemos a nossa identidade, e assim, será impossível voltarmos ao que éramos. Para tal, é necessário recuperar a nossa identidade, que passa, primeiramente, pela fidelidade dos adeptos. Pelo que esperas, Sportinguista? Vais continuar a ser leão apenas nos bons momentos, ou vais começar a saber sofrer, lutar, suar, sangrar, ter medo, chorar, perder todas as esperanças e desanimar, para no fim seres recompensado com conquistas, troféus, títulos, vitórias, novos recordes estabelecidos, sorrisos, palmas, gritos, cânticos e festejos?
Alcançar a glória não é fácil, são precisos muitos anos ininterruptos de esforço, dedicação e devoção ao clube, que passam, indiscutivelmente, por nós! Porque nós somos o Sporting e o Sporting é a nossa vida!
“Dos fracos não reza a história”!
Nós acreditamos em TODOS vocês!
Em frente, SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!



Grande post!
Os verdadeiros adeptos vêm-se nas atitudes, e este post é prova da leoa que tu és e é um exemplo daquilo que deve ser um verdadeiro Sportinguista!
Nunca tive o prazer de conhecer-te mas Obrigado Tânia por estas palavras maravilhosas.
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